O Benfica conquistou hoje a Taça de Portugal pela terceira vez ao vencer o FC Porto, por 2-0, na final disputada no Estádio Nacional, em Oeiras, no primeiro clássico de sempre no futebol feminino.
Desporto
Taça Portugal Feminina. Jamor recebeu clássico inédito com vitória das `águias` sobre a equipa do FC Porto
A dinamarquesa Caroline Moller, aos quatro e 40 minutos, marcou os golos das hexacampeãs nacionais frente às ‘azuis e brancas’, que vão disputar na próxima época o primeiro escalão, depois de terem vencido o segundo.
O Benfica conquistou a sua terceira Taça feminina, depois dos triunfos em 2018/19 e 2022/23, igualando o rival Sporting, ambos atrás do recordista de vitórias 1.º Dezembro, com sete.
Caroline Møller festeja após marcar um dos dois golos contra o FC Porto durante o jogo da final da Taça de Portugal feminina de futebol.
Com esta vitória a equipa do Benfica faz a 'dobradinha' e junta a Taça de Portugal à do campeonato.
Uma boa moldura humana preencheu as bancadas do Estádio Nacional, no Jamor (créditos: Liliana Luchianov - DR)
Reportagem RTP Notícias
Após o jogo entre Benfica e FC Porto (2-0), da final da Taça de Portugal feminina de futebol, hoje realizado no Estádio Nacional, em Oeiras, os treinadores dos dois clubes falaram sobre a experiência.
Os dois treinadores cumprimentaram-se antes da partida. Daniel Chaves (esq.) e Ivan Baptista (dir.)
Treinador do Benfica: "queriamos mais golos, mas não há jogos fáceis"“Depois de fazer a ‘dobradinha’ e vencer a Taça de Portugal não nos faltou nada para marcar mais", referiu o treinador do Benfica, Ivan Baptista.
O treinador encarnado fala num jogo difícil, contra uma equipa expectante e que procurava roubar a bola. "A equipa do FC Porto estava muito bem montada. A nossa equipa percebeu isso rapidamente e encontrou caminhos para ter o domínio do jogo. Gostaríamos de ter marcado mais golos, mas isto é uma final. Não há jogos fáceis.
A partir do momento que estávamos a vencer 2-0, na segunda parte, assumimos o controlo do jogo.
Ao intervalo tivemos uma conversa de serenidade. O importante era não dar essas oportunidades ao FC Porto. Nenhuma equipa disputa uma final só para participar. Conseguimos controlar quase sempre essas investidas. Apesar de ter causado algum 'frisson', mas não se traduziram em golo. Não tivemos necessidade de nos expormos ao golo do adversário.
É minha segunda vez neste palco. Há 13 anos nada disto existia, este apoio. Não existia o Benfica. Ganhámos 2-0 dentro do campo, mas fora dele goleámos. Quase não havia cadeiras vazias do lado dos benfiquistas.
Apesar de não ter sido a época perfeita conseguimos fazer história. É a segunda fez que o Benfica faz a ‘dobradinha’. Hoje conseguimos isso”.
Treinador do FC Porto: "Fomos competitivos e olho para este jogo e sinto orgulho"
“É impossível olhar para este jogo e não usar a palavra orgulho", diz o treinador do FC Porto, Daniel Chaves.
"Conseguimos ser competitivos. Disputar um jogo contra uma equipa europeia e perder por 2-0, com dois golos de bola parada, diz muito sobre a nossa organização. Estou orgulhoso pela minha equipa e pelo que fizemos.
Faltou-nos a bola entrar na baliza adversária. A qualidade da guarda-redes do Benfica ajuda a desbloquear a defesa do Benfica na fase de construção. Poderíamos criar mais nas zonas altas e em alguns momentos fomos precipitados.
O próximo objetivo é ganhar. O clube não se agarra a nada. Sofrer um golo aos cinco minutos muda muito. O FC Porto está aqui para ganhar e não para marcar presença.
Sabemos que a Liga vai ser muito competitiva. A qualidade dos adversários também é grande. Vamos entrar para ganhar e conquistar títulos. O percurso é este e trazer mais competitividade ao plantel”.